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A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) publicou os editais dos programas PIBIC/PROBIC, destinados à seleção de bolsistas de Iniciação Científica, oferecendo uma excelente oportunidade para estudantes de graduação desenvolverem atividades de pesquisa em instituições vinculadas à Comissão.

Os programas têm como objetivo incentivar a formação de novos pesquisadores, promovendo a participação dos estudantes em projetos científicos e tecnológicos nas áreas de energia nuclear, engenharia, ciências exatas, saúde, meio ambiente e demais áreas estratégicas de atuação da CNEN.

Por meio da Iniciação Científica, os participantes poderão ampliar sua formação acadêmica, desenvolver competências em pesquisa e integrar equipes de pesquisadores, contribuindo para a produção de conhecimento e inovação científica no país.

A iniciativa reforça o compromisso da CNEN com a formação de recursos humanos qualificados e com o fortalecimento da pesquisa científica brasileira, estimulando o desenvolvimento de jovens talentos e sua inserção no ambiente da pesquisa.

Os interessados devem consultar os editais para conhecer os requisitos, cronograma, critérios de seleção e demais informações sobre o processo de inscrição.

Mais informações e acesso aos editais podem ser consultados nos canais oficiais da CNEN.

Fonte: CNEN

Pesquisadores, estudantes, profissionais e demais interessados estão convidados a participar do Minicurso "Inteligência Artificial e Transformação Digital no Setor Nuclear", uma iniciativa que abordará as principais aplicações da Inteligência Artificial no contexto da engenharia, pesquisa e inovação voltadas ao setor nuclear.

Ao longo de três dias, o minicurso apresentará conceitos fundamentais, aplicações acadêmicas e industriais, além de discutir perspectivas futuras sobre o uso da Inteligência Artificial para ampliar a confiabilidade, a segurança e a eficiência em diferentes áreas da tecnologia nuclear.

A programação contará com a participação das professoras Dra. Eliene Silva (ELISTEC/ANSN), Dra. Andressa Nicolau (UFRJ), Dra. Ketia Kellen (EGN/UFRGS) e Dra. Ana Gabriella Amorim (CNEN), especialistas nas áreas de engenharia nuclear, inteligência artificial, informática aplicada e segurança.

Informações do evento:

  • Evento: Minicurso – Inteligência Artificial e Transformação Digital no Setor Nuclear
  • Data: 25 a 27 de agosto de 2026
  • Horário: 17h30 às 18h30 (Horário de Brasília)
  • Local: Escola de Guerra Naval (EGN) – Urca, Rio de Janeiro – RJ

Programação:

  • Módulo 1: Introdução ao Setor Nuclear e Transformação Digital.
  • Módulo 2: Aplicações Acadêmicas em C&T e Indústrias.
  • Módulo 3: Confiabilidade e Perspectivas Futuras.

Inscrições

As inscrições são gratuitas para participantes do INAC 2026.

Inscreva-se por meio do LINK disponível em nosso site e confira todas as informações sobre a programação do minicurso.

Não perca esta oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre Inteligência Artificial aplicada ao setor nuclear e conhecer as tendências que estão impulsionando a transformação digital na área.

Mais informações AQUI

A construção do Submarino Nuclear Convencionalmente Armado (SNCA) "Almirante Álvaro Alberto", primeiro submarino com propulsão nuclear desenvolvido no Brasil, é acompanhada por um rigoroso processo de licenciamento nuclear naval, responsável por assegurar que todas as etapas do empreendimento atendam aos requisitos de segurança estabelecidos pela regulamentação nacional.

Conduzido pela Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (SecNSNQ), o processo envolve análises técnicas, avaliações regulatórias e emissão de autorizações específicas para cada fase da construção do submarino. O objetivo é verificar se os sistemas e componentes da planta nuclear embarcada, bem como os demais sistemas que possam influenciar na segurança do reator, atendem aos padrões exigidos para sua operação segura.

Segundo o Secretário Naval de Segurança Nuclear e Qualidade, Almirante de Esquadra (Reserva) Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, a atuação da SecNSNQ busca confirmar o cumprimento dos requisitos regulatórios aplicáveis ao empreendimento, em conformidade com as melhores práticas internacionais de segurança nuclear naval.

Para a obtenção das autorizações, o responsável pelo empreendimento deve apresentar à SecNSNQ uma série de documentos técnicos, estudos e análises de segurança que demonstrem o atendimento às exigências previstas para cada etapa do ciclo de vida do submarino.

Diálogo técnico fortalece o processo regulatório

Além da avaliação documental, o processo de licenciamento inclui reuniões técnicas entre a SecNSNQ e a equipe responsável pelo projeto. Esses encontros permitem esclarecer aspectos regulatórios, discutir questões técnicas e identificar a necessidade de estudos complementares antes da emissão das autorizações.

De acordo com o Superintendente de Segurança Nuclear Naval e Qualidade, Contra-Almirante (Engenheiro Naval – Reserva) Ivan Taveira, esse diálogo técnico contribui para reduzir incertezas, aumentar a previsibilidade do processo de licenciamento e garantir que a atuação da autoridade reguladora ocorra de forma técnica, independente e transparente.

Licenciamento acompanha toda a construção do SNCA

O processo regulatório do SNCA teve início em 2020, com a aprovação das bases do projeto preliminar, documento que definiu as funções de segurança dos sistemas, componentes e equipamentos do submarino.

Nos anos de 2021 e 2024, a SecNSNQ concedeu a Primeira Licença Parcial de Construção (LPC1) e a Segunda Licença Parcial de Construção (LPC2), autorizações que possibilitaram a continuidade da construção do casco de pressão — estrutura responsável por garantir a resistência mecânica e a estanqueidade do submarino durante sua operação submersa.

A emissão dessas licenças foi precedida por uma criteriosa análise do Relatório Preliminar de Análise de Segurança, documento que reúne estudos técnicos destinados a comprovar o atendimento aos requisitos regulatórios estabelecidos para o empreendimento.

Atualmente, o processo de licenciamento permite o prosseguimento da construção do casco de pressão e de seus componentes associados. À medida que o projeto avança, novas etapas de avaliação serão conduzidas pela SecNSNQ, acompanhando gradualmente a construção, os testes e, futuramente, a operação do SNCA "Almirante Álvaro Alberto".

O licenciamento nuclear naval representa um dos pilares para o desenvolvimento seguro do Programa Nuclear da Marinha, reforçando o compromisso do Brasil com elevados padrões de segurança, qualidade e conformidade regulatória durante todas as fases de implantação do primeiro submarino de propulsão nuclear do país.

Fonte: Agência Marinha de Notícias.

A comunidade acadêmica e os profissionais interessados no setor energético estão convidados a participar da palestra “Futuro da Energia Nuclear e da Transição Energética: Estratégia de Implementação do SMR”.

O encontro abordará perspectivas para o futuro da energia nuclear no contexto da transição energética, com destaque para as estratégias de implementação dos Pequenos Reatores Modulares (SMRs) e seu potencial no desenvolvimento de soluções energéticas para os próximos anos.

A palestra será uma oportunidade para ampliar conhecimentos, acompanhar discussões sobre inovação e conhecer perspectivas relacionadas ao papel da energia nuclear na construção de uma matriz energética cada vez mais diversificada.

Data: 15 de Julho 2026
Horário:
17:00h
Formato:
On-line e 100% Gratuita

Participe e acompanhe este importante debate sobre o futuro da energia!

Fonte: Linkedin

O futuro do setor nuclear brasileiro depende não apenas de investimentos em infraestrutura e tecnologia, mas principalmente da formação de profissionais altamente qualificados para atender às demandas de um segmento considerado estratégico para o desenvolvimento nacional. Essa é a principal reflexão apresentada pelo professor Aquilino Senra, da Coppe/UFRJ, em artigo que discute os desafios da capacitação de recursos humanos para a expansão da energia nuclear no país.

Segundo o autor, o debate sobre o futuro da energia nuclear costuma concentrar-se na construção de novas usinas, nos avanços tecnológicos e nas metas de descarbonização. No entanto, uma questão essencial precisa ganhar maior destaque: quem será responsável por operar, desenvolver e inovar no setor nuclear nas próximas décadas.

O artigo destaca que a formação de especialistas em engenharia nuclear, física, química, materiais e áreas correlatas exige anos de preparação, treinamento e transferência de conhecimento, tornando indispensável o planejamento de longo prazo para garantir a continuidade das atividades do setor.

Outro ponto abordado é a necessidade de políticas públicas voltadas à valorização e retenção de talentos. O professor ressalta que muitos profissionais altamente qualificados acabam migrando para outras áreas ou para o exterior diante da falta de oportunidades de expansão e de uma estratégia nacional consistente para o desenvolvimento da área nuclear.

A análise também reforça que o Brasil possui instituições de excelência responsáveis pela formação desses especialistas, como a Coppe/UFRJ, mas que é fundamental ampliar investimentos em educação, pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico para assegurar a renovação das equipes que atuarão em órgãos reguladores, centros de pesquisa, universidades e empresas do setor.

Para Aquilino Senra, o país precisa definir com clareza qual será o papel da energia nuclear em sua estratégia de desenvolvimento científico, industrial e energético. Somente a partir dessa definição será possível estabelecer políticas de formação de recursos humanos capazes de sustentar o crescimento do setor nas próximas décadas.

O artigo convida a comunidade acadêmica, gestores públicos e profissionais da área a refletirem sobre a importância da capacitação de novos especialistas, ressaltando que investir em pessoas é condição essencial para que o Brasil fortaleça sua posição no cenário internacional da tecnologia nuclear.

A Petrobras estuda ampliar sua atuação no setor energético com a adoção de pequenos reatores nucleares modulares (SMRs – Small Modular Reactors). A iniciativa faz parte da estratégia da companhia para reduzir as emissões de carbono em suas operações industriais e offshore, representando um importante avanço na agenda de inovação e descarbonização da empresa.

Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o projeto prevê, em uma primeira fase, a instalação de um reator modular com capacidade aproximada de 300 MW em uma refinaria localizada no estado do Rio de Janeiro. Em uma etapa futura, a tecnologia poderá ser aplicada no fornecimento de energia para plataformas de petróleo e navios-plataforma (FPSOs), diminuindo a dependência de combustíveis fósseis nas operações.

Os SMRs são considerados uma das principais apostas da nova geração da energia nuclear por oferecerem menor porte, construção modular, maior flexibilidade de instalação e potencial para atender grandes consumidores de energia com menor emissão de gases de efeito estufa. Esses reatores vêm despertando interesse em diversos países como alternativa para acelerar a transição energética e fortalecer a segurança no abastecimento elétrico.

Caso o projeto seja implementado, a Petrobras dará um passo inédito ao incorporar a energia nuclear ao seu portfólio, ampliando sua atuação para além do petróleo, gás natural e fontes renováveis. A empresa também mantém discussões com a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) sobre os requisitos regulatórios necessários para viabilizar a iniciativa.

A proposta reforça o compromisso da companhia com a inovação tecnológica e a redução da pegada de carbono, em um momento em que soluções energéticas de baixa emissão ganham protagonismo na indústria mundial.

Fonte: CNN Brasil

 O Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/CNEN) está com inscrições abertas para a primeira turma do Curso de Especialização em Formação de Supervisores de Proteção Radiológica, iniciativa que integra a Escola de Governo da instituição e tem como objetivo qualificar profissionais para atuar em ambientes que utilizam radiações ionizantes.

Com carga horária de 360 horas e formato híbrido, o curso foi desenvolvido para atender às exigências técnicas e legais da formação de Supervisores de Proteção Radiológica, preparando profissionais para atuar em setores estratégicos como medicina, indústria, pesquisa e energia nuclear.

Podem participar candidatos com diploma de graduação reconhecido pelo MEC nas áreas de Ciências Exatas e da Terra, Ciências Biológicas, Engenharias, Ciências da Saúde, Ciências Agrárias e Ciências Radiológicas. A formação combina atividades teóricas realizadas em ambiente virtual com encontros presenciais na etapa final, que ocorrerão no campus do CDTN, em Belo Horizonte (MG).

As inscrições permanecem abertas até o dia 15 de julho, e o início das aulas está previsto para 3 de agosto. A especialização representa uma oportunidade para profissionais que desejam ampliar sua qualificação e atuar em uma área estratégica para o desenvolvimento científico, tecnológico e para a segurança das aplicações nucleares no Brasil.

Os interessados podem consultar todas as informações sobre o processo seletivo, valores, cronograma e requisitos, além de realizar a inscrição diretamente na página oficial do curso.


Curso:
Especialização em Formação de Supervisores de Proteção Radiológica
Modalidade: Híbrida
Carga horária: 360 horas
Inscrições: até 15 de julho
Início das aulas: 3 de agosto
Local das atividades presenciais: CDTN – Belo Horizonte (MG)

Acesse AQUI a página de inscrição.

Fonte: GOV.BR , CDTN

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